Bateu uma saudade de mim
Do eu que esqueci de ser.
Doeu que esqueci de ver
Os rastros que deixei, sem fim.
Busquei o outono
E ainda era primavera
Dos meus rascunhos
Não segui os riscos.
Rasguei os véus
Que escondem o impossível,
E me vejo perdido
Não encontro os céus.
Neste faz-de-conta
Que sou eu quem sou
O tudo e o nada jamais se encontram
E não me vêm nesta Luz que aponta.
Nenhum comentário:
Postar um comentário