segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Mãos que choram

Absorto em servir aos meus anseios,
Às minhas virtudes mal entendidas,
Às minhas dúvidas revolvidas do nada,
E que não precisam ser resolvidas, só sentidas.

Enquanto penso quão bela seria
Minha história assim deste jeito,
Que me fala no peito esta angústia de não ter
Não faço a minha história de me conhecer.

Não vivo a intensa ternura que me quer
Chorar lágrimas nos ólhos alheios,
Incendeio meus traumas, meus versos calados
Choram por mim, que não sei chorar.

Apenas fingir que choro, lágrimas invisíveis
Rolam das mãos, os ólhos não vêm
A suprema fôrça com que os dedos tocam
Nas feridas que sangram no ar que me envolve.

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